Apesar do anúncio recorde de R$ 516,2 bilhões para o Plano Safra 2025/2026, a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) manifestou preocupação quanto à efetividade dos recursos destinados ao setor. A entidade esteve presente na cerimônia de lançamento do programa, realizada na última terça-feira (1º).
Segundo a Abramilho, historicamente apenas cerca de 50% dos valores anunciados são de fato aplicados, e grande parte do montante acaba concentrada em grandes empresas cerealistas e tradings, limitando o acesso de médios e pequenos produtores.
A entidade destaca ainda que, caso os R$ 8,2 bilhões previstos para o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) fossem efetivamente liberados, seria possível começar a reduzir o déficit de armazenagem, um dos principais gargalos para a competitividade do milho brasileiro, especialmente durante a segunda safra.
“Na segunda safra, os silos muitas vezes estão ocupados pela soja, o que gera gargalos logísticos, perdas na qualidade do grão e impacto nos preços em momentos de excesso de oferta”, explicou a associação.
Outro ponto que preocupa o setor é a indefinição sobre as regras do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e o volume de recursos que será destinado ao programa. De acordo com a Abramilho, o milho é uma cultura particularmente exposta a riscos climáticos, o que torna essencial a existência de políticas de seguro agrícola eficazes para garantir segurança financeira aos produtores, sobretudo em regiões de maior vulnerabilidade climática.





