O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou uma recompensa de até US$ 10 milhões (cerca de R$ 60 milhões) por informações que levem à identificação e interrupção das redes de financiamento do grupo terrorista Hezbollah na América Latina, com foco especial na região da Tríplice Fronteira — área que envolve Brasil, Argentina e Paraguai.
A medida faz parte do programa Recompensa pela Justiça (RFJ), vinculado ao Serviço de Segurança Diplomática dos EUA, e visa atingir facilitadores financeiros, empresas de fachada, instituições financeiras e casas de câmbio que prestam apoio ao grupo libanês.
De acordo com autoridades americanas, o Hezbollah opera na América Latina por meio de atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, contrabando de carvão e petróleo, além do comércio ilegal de diamantes. O grupo também se aproveita de atividades comerciais legítimas, incluindo setores de construção civil, importação/exportação e mercado imobiliário, para canalizar recursos.
Embora o anúncio tenha sido feito durante o governo de Donald Trump, a iniciativa se insere em um esforço contínuo dos EUA para enfraquecer organizações terroristas com atuação global. O Departamento de Justiça (DOJ) e o Departamento de Estado destacam a importância de colaboração internacional e regional para o combate a essas redes.
A Tríplice Fronteira já é historicamente apontada por agências de inteligência como um reduto estratégico para atividades ilícitas, devido à frágil fiscalização nas fronteiras e à intensa movimentação econômica.
Qualquer pessoa com informações pode contribuir de forma anônima por meio dos canais oficiais do programa RFJ, podendo ser elegível para a recompensa milionária.





