O Senado Federal determinou a realização de uma auditoria nas notas fiscais reembolsadas por meio da cota parlamentar nos anos de 2024 e 2025, após vir à tona que senadores utilizaram recursos públicos para custear bebidas alcoólicas — prática proibida pelas normas da Casa.

A decisão ocorre após reportagem do portal Metrópoles revelar que Humberto Costa (PT-PE), presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, e Giordano (MDB-SP) solicitaram reembolsos de despesas que incluíam vinhos, cervejas e drinks alcoólicos.

Em nota oficial, o Senado reconheceu que houve falha na análise das notas apresentadas pelos parlamentares e informou que medidas corretivas já foram adotadas pelo órgão gestor da cota parlamentar. Os senadores, por sua vez, devolveram integralmente os valores recebidos indevidamente por meio de Guias de Recolhimento da União (GRU).

A auditoria anunciada tem como objetivo revisar todas as notas fiscais apresentadas entre 2024 e 2025, a fim de identificar outras possíveis irregularidades. Segundo a Casa, os casos foram pontuais, mas o episódio expõe fragilidades nos mecanismos de controle das verbas indenizatórias — recursos destinados ao custeio da atividade parlamentar, como alimentação, transporte, hospedagem e material de escritório.

A denúncia gerou reações nas redes sociais e aumentou a pressão por maior transparência e fiscalização dos gastos públicos no Legislativo. Entidades da sociedade civil, como a Transparência Brasil, pedem a criação de um sistema mais rígido de verificação automática e divulgação pública em tempo real das despesas dos parlamentares.

O uso irregular da cota parlamentar é passível de sanções administrativas, e, caso haja indícios de má-fé ou reincidência, o caso pode ser levado ao Conselho de Ética do Senado.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here