O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta terça-feira (4), 19 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que desviou e ocultou mais de R$ 23 milhões do fundo de pensão Petros, que atende empregados da Petrobras.
De acordo com o MPF, o esquema causou risco patrimonial ao fundo e gerou dano moral coletivo aos segurados. As investigações apontam que os desvios ocorreram em meio a um negócio imobiliário de R$ 280 milhões, usado como fachada para a lavagem do dinheiro desviado, incluindo movimentações financeiras em contas no exterior, principalmente na Suíça.
Segundo o órgão, em 2010, a Petros adquiriu galpões industriais no interior de São Paulo, operação conduzida por um gestor da entidade em conluio com operadores privados e intermediada por uma advogada. Embora o negócio imobiliário fosse formalmente regular, teria servido como pretexto para pagamento de propina, disfarçada de comissão, equivalente a 8% do valor da transação.
A organização criminosa, segundo o MPF, atuava por meio de quatro núcleos distintos, responsáveis pela lavagem do dinheiro, articulação dos contratos fraudulentos, movimentação financeira e ocultação dos valores em contas offshore.
Os denunciados responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Embora a acusação por gestão temerária tenha prescrito, a ação segue válida para os demais crimes.
O caso reforça a importância do combate à corrupção e à lavagem de dinheiro em fundos públicos e privados, especialmente aqueles que gerenciam recursos de trabalhadores.





