O governo do presidente Lula manteve em sigilo por oito meses as informações sobre a distribuição de honorários advocatícios, totalizando R$ 2,5 bilhões, pagos a integrantes da Advocacia‑Geral da União (AGU), segundo o Metrópoles.

Os dados deixaram de ser divulgados em novembro de 2024 e só foram atualizados novamente em 16 de julho de 2025.


📊 Valores bilionários e pagamentos elevados

O montante de R$ 2,5 bi acumulado entre dezembro de 2024 e maio de 2025 inclui altos pagamentos:

Em maio, o advogado‑geral da União, Jorge Messias, recebeu R$ 21.096,23.

Em outubro de 2024, 33 integrantes da AGU receberam mais de R$ 100 mil cada, com o maior valor chegando a R$ 517 mil.

Uma servidora recebeu R$ 478 701,19 em maio.

Recentes mudanças normativas passaram a incluir os honorários no cálculo do terço de férias, aumentando ainda mais os rendimentos.


📌 Promessas, negação e explicação técnica

A suspensão das informações contraria a promessa de campanha de Lula por um “revogaço” de sigilos.

A AGU afirmou que “nunca impôs sigilo” sobre o tema e que apenas houve “incompatibilidades técnicas” entre os sistemas do CCHA (Conselho Curador dos Honorários) e da CGU, sem intenção de ocultar dados.

Em nota, a AGU destacou que cobrou o CCHA para que restabelecesse imediatamente a publicação.


⚠️ Críticas e relevância política

O apagão das informações ocorreu justamente quando o governo promove ações de combate aos chamados “supersalários”.

As revelações ocorrem em um contexto de debates sobre equilíbrio fiscal, cortes de privilégios e arrecadação em meio à tentativa de reversão do decreto do IOF e outras medidas do ministro Haddad .


O CCHA informou que os dados já foram enviados e que ajustes técnicos estão sendo feitos para normalizar a publicação. A retomada no Portal da Transparência foi feita em 16 de julho.

A AGU anunciou um plano para divulgar os honorários também em seu site oficial, com maior detalhamento.

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