Morreu nesta terça-feira (22), aos 76 anos, o vocalista Ozzy Osbourne, ícone do heavy metal mundial e fundador do Black Sabbath. A notícia foi confirmada pela família, que informou que o cantor faleceu em casa, cercado por seus entes queridos. O astro britânico enfrentava complicações de saúde relacionadas ao Mal de Parkinson, diagnosticado em 2019, além de lesões na coluna e outras limitações físicas que o afastaram dos palcos por anos.
Apesar das dificuldades, Ozzy surpreendeu o mundo ao retornar ao palco no dia 5 de julho de 2025, para um show histórico no Villa Park, em Birmingham (Inglaterra), sua cidade natal. O evento, batizado de “Back to the Beginning”, marcou a reunião da formação clássica do Black Sabbath e selou sua despedida oficial dos palcos. O cantor se apresentou sentado em um trono, diante de 45 mil fãs emocionados, e dividiu o palco com lendas como Metallica, Guns N’ Roses, Slayer, Tool e Pantera.
Legado sombrio e revolucionário
Nascido John Michael Osbourne, em 1949, Ozzy ficou conhecido como o “Príncipe das Trevas” e foi peça-chave na consolidação do heavy metal como gênero musical. Com o Black Sabbath, formado em 1968, gravou clássicos como Paranoid (1970) e Master of Reality (1971), álbuns que moldaram o som pesado e sombrio que influenciaria gerações.
Expulso da banda em 1979 por abusos de álcool e drogas, reinventou-se em carreira solo, lançando álbuns de sucesso como Blizzard of Ozz e hits eternos como “Crazy Train”, “Mr. Crowley” e “No More Tears”.
Na década de 2000, tornou-se um fenômeno pop ao protagonizar o reality show “The Osbournes”, exibido pela MTV, que mostrava a rotina caótica e irreverente de sua família.
Reações e homenagens
A morte de Ozzy causou comoção global. Artistas como Elton John, Tony Iommi, Yungblud, Metallica, Pearl Jam e Geezer Butler prestaram tributos comoventes ao cantor. Em nota, a esposa Sharon Osbourne declarou: “Ele se foi em paz, com o coração cheio de amor e orgulho por tudo o que construiu. O mundo perdeu uma lenda, e eu perdi o amor da minha vida.”
Uma despedida digna de um rei
A trajetória de Ozzy é marcada por excessos, escândalos, superações e, sobretudo, reinvenção. Apesar das quedas — tanto físicas quanto simbólicas — ele manteve seu lugar como uma das figuras mais queridas do rock mundial. Seu último ato, no show beneficente que arrecadou fundos para pesquisas sobre doenças neurológicas, foi a prova final de que, até o fim, Ozzy permaneceu fiel à sua arte, ao seu público e ao seu legado.





