A oposição ao governo Lula, liderada pelo PL, anunciou esta quinta-feira (7/8) ter reunido 41 assinaturas necessárias para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes (STF) no Senado Federal. O 41º senador que aderiu ao processo foi Laércio Oliveira (PP‑SE).
A mobilização ocorreu depois da decisão de Moraes de colocar o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, o que levou a movimentações políticas de pressão por parte da ala bolsonarista do Congresso. Uma imagem divulgada pelo líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), mostra os rostos e nomes dos 40 primeiros senadores que apoiam o pedido e destacou Alessandro Vieira (MDB‑SE) como adesão inesperada.
Com as assinaturas garantidas, a oposição encerrou a obstrução e ocupação da Mesa Diretora do Senado, agora direcionando a pressão ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União‑AP), para que instaure formalmente o processo.
Balanço da mobilização
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Assinaturas à favor: 41
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Senadores contrários: 19
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Indecisos: 21
Resistência do presidente do Senado
Apesar da mobilização, Alcolumbre se coloca como barreira institucional, afirmando que não aceitará “chantagens” ou pressões. O presidente ressaltou que a pauta seguirá critérios técnicos e regimentais, não pressões externas, e convocou uma sessão virtual emergencial para deliberar sobre pautas legislativas importantes, reafirmando sua prerrogativa exclusiva como condutor do processo de impeachment.
Contexto e próximo capítulo
Segundo o regimento do Senado, são necessários:
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41 assinaturas para admitir o pedido de impeachment (maioria absoluta)
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54 votos (dois terços dos senadores) para efetivamente afastar o ministro
A oposição considera que a judicialização de seus atos e a prisão domiciliar de Bolsonaro justificam o processo. Já Alcolumbre enfatiza que o Senado não será refém de instabilidades e não pautará o tema por ordem política.
Senadores que assinaram pedido de impeachment de Moraes





