O governo federal autorizou a liberação de R$ 2,2 bilhões em emendas Pix, beneficiando 429 parlamentares, em um momento de forte articulação política no Congresso. A medida ocorre em meio ao debate sobre a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à possível instalação da CPMI do INSS.
O valor liberado corresponde a 29% dos R$ 7,3 bilhões previstos no Orçamento de 2025 para essa modalidade de repasse. Segundo o Planalto, o desbloqueio só foi possível após a aprovação dos planos de trabalho exigidos pelo STF e pelo TCU, garantindo maior fiscalização e transparência.
As emendas Pix são transferências diretas da União para estados e municípios. De acordo com as novas regras, os gestores devem apresentar projetos detalhados, que passam por análise ministerial antes da liberação dos recursos.
A medida atende a reclamações de parlamentares, que acusavam o governo de reter os valores para pressionar o Congresso em votações estratégicas. A Secretaria de Relações Institucionais afirmou que “comparações com o cronograma de anos anteriores não são adequadas”.
Para acalmar a base, o governo prometeu liberar todos os valores prontos até 9 de setembro. Ao todo, as transferências especiais somam R$ 7,3 bilhões, equivalentes a 29% das emendas individuais previstas para o próximo ano, que totalizam R$ 25 bilhões.
O Palácio do Planalto espera concluir votações importantes na Câmara e no Senado até o fim de setembro, mas a articulação política continua intensa.





