A discussão sobre uma anistia ampla para réus dos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou força no Congresso Nacional nesta quarta-feira (3), enquanto o STF analisa os processos.

Líderes do centrão e da oposição afirmam ter votos suficientes para aprovar um perdão geral, embora o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defenda uma anistia mais restrita, sem alcançar figuras de alto escalão.

Mesmo com a aprovação, a medida não reverteria a inelegibilidade de Bolsonaro, confirmada pela Justiça Eleitoral. Paralelamente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), intensifica articulações políticas em Brasília.

A sanção presidencial será necessária para validar a medida, mas o Congresso pode derrubar eventual veto de Lula, e o STF poderá avaliar a constitucionalidade da anistia. Estima-se que cerca de 300 votos na Câmara seriam necessários para aprovar o perdão amplo, que impediria a prisão de Bolsonaro.

O julgamento do ex-presidente e de outros sete acusados pode resultar em penas superiores a 40 anos de prisão, com desfecho previsto para a próxima semana.

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