As Forças Armadas da Venezuela declararam estar em “alerta permanente” após os Estados Unidos dobrarem a recompensa oferecida por informações que levem à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
O valor, que inicialmente era de US$ 25 milhões, foi aumentado para US$ 50 milhões, tornando-se a maior recompensa já oferecida pela Casa Branca a um único indivíduo.
Em comunicado oficial, o general-chefe das Forças Armadas venezuelanas, Vladimir Padrino López, afirmou que as forças do país estão preparadas para “enfrentar, combater e qualquer ação que atente contra a estabilidade e a paz dos cidadãos, assim como a proteção do território nacional”.
Autorização de ataques e reação chavista
Além do anúncio da recompensa, reportagens do The New York Times indicam que o ex-presidente americano Donald Trump autorizou o Pentágono a utilizar as Forças Armadas dos EUA para atacar alvos considerados terroristas na América Latina, incluindo o Cartel de los Soles, ligado diretamente a Maduro.
O regime chavista classificou a medida como uma “fantasiosa, ilegal e desesperada oferta ao estilo western de Hollywood”, acusando os EUA de ingerência nos assuntos internos da Venezuela e violação dos princípios do direito internacional e da autodeterminação dos povos.
Contexto histórico
Para se ter uma dimensão do valor da recompensa, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, a Casa Branca ofereceu até US$ 25 milhões por informações que levassem à captura de Osama Bin Laden, considerado o maior líder terrorista da época.
O aumento para US$ 50 milhões evidencia o esforço dos EUA para intensificar a pressão sobre o governo venezuelano, em meio a uma crise política e econômica que afeta a região há anos.





