Em discurso no Fórum de Desenvolvimento do Lide, realizado no Milken Institute, em Washington, Michael Jensen, diretor sênior para Assuntos do Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional dos EUA, fez declarações contundentes sobre o atual contexto de insegurança jurídica no Brasil. Segundo ele, o governo dos Estados Unidos não recomenda investimentos no país neste momento devido à atuação de “juízes fora de controle”, que comprometem a confiança das empresas internacionais no ambiente jurídico brasileiro.
Jensen criticou decisões judiciais que — segundo ele — “colocam pessoas na cadeia sem prisão, tentam tirar direitos constitucionais e roubam dinheiro das empresas”, ressaltando que esse tipo de cenário não favorece investimentos estrangeiros.
Contexto político e tensões em alta
O comentário de Jensen surge em um momento de crescente tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, impulsionada principalmente pela atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF:
-
Em julho, os EUA impuseram sanções a Moraes com base na Lei Magnitsky, congelando seus bens e proibindo transações com cidadãos norte-americanos, por práticas consideradas abusivas, como censura e detenções arbitrárias.
-
Ao mesmo tempo, foi decretada uma tarifa adicional de até 40–50 % sobre produtos brasileiros, alvo de críticas por parte do governo brasileiro.
Tais medidas econômicas e judiciais refletem um ambiente de crescente instabilidade jurídica e repercussões diretas nos fluxos comerciais e no clima de negócios.
Conclusão
As declarações de Michael Jensen representam um alerta claro sobre a percepção de fragilidade institucional e judicial no Brasil por parte do governo dos EUA. Elas reforçam uma narrativa de risco político-jurídico que influencia diretamente a avaliação de investidores internacionais.
Se quiser, posso buscar análise de especialistas em economia internacional ou comparar com outros posicionamentos de organizações multilaterais sobre o clima de investimento no Brasil.





