A taxa de desemprego no Brasil subiu para 7% no primeiro trimestre de 2025, após encerrar 2024 em 6,2%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (16) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. O aumento interrompe a trajetória de queda observada ao longo de 2023 e parte de 2024 e reflete, segundo analistas, uma combinação de fatores sazonais e desaquecimento da economia.
Doze estados registraram alta significativa no número de pessoas sem trabalho. O maior índice foi observado em Pernambuco, com 11,6%, seguido por Bahia (10,9%) e Piauí (10,2%). No sentido oposto, Santa Catarina manteve a menor taxa do país, com apenas 3%.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho — que inclui desempregados, subocupados por poucas horas e pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego — também subiu, alcançando 15,9% no país. No Piauí, esse índice chegou a alarmantes 34%.
As desigualdades sociais persistem como marca do mercado de trabalho. A desocupação atinge 8,7% das mulheres, contra 5,7% dos homens. No recorte racial, negros e pardos enfrentam taxas de 8,4% e 8%, respectivamente, enquanto entre brancos o desemprego é de 5,6%.
A escolaridade continua sendo um fator determinante: pessoas com ensino médio incompleto têm taxa de desemprego de 11,4%, quase o triplo dos 3,9% registrados entre quem tem ensino superior completo.
Com a retomada do desemprego, o cenário aponta para desafios estruturais que ainda limitam o acesso ao trabalho formal e revelam o alto grau de informalidade e desalento em diversas regiões do país.





