Pelo segundo ano consecutivo, as universidades federais terão seu orçamento limitado até dezembro, conforme decreto presidencial que autoriza a liberação de apenas 61% dos recursos previstos até novembro. O valor restante está programado para ser disponibilizado apenas no último mês do ano, dificultando o planejamento e a manutenção das instituições de ensino superior.

A medida impacta diretamente o pagamento de bolsas estudantis, contratos terceirizados, além de despesas essenciais como energia elétrica, água e segurança. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por exemplo, terá acesso a apenas R$ 248 milhões dos R$ 406 milhões previstos para 2025, o que, segundo a instituição, compromete seriamente seu funcionamento.

Diante do cenário, reitorias em todo o país já iniciaram planos de contenção de gastos e cortes de serviços. Representantes das universidades alertam para os riscos de paralisação de atividades, suspensão de bolsas e prejuízo às pesquisas científicas.

Entidades do setor educacional e reitores cobram do governo federal a liberação integral e imediata dos recursos, argumentando que a limitação orçamentária fere a autonomia universitária e compromete a qualidade do ensino público.

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