Entre junho e julho de 2025, o programa Bolsa Família registrou o maior corte mensal de sua história, com 855 mil famílias deixando de receber o benefício, segundo dados oficiais obtidos pelo portal Poder360. Com isso, o programa passou a atender 19,6 milhões de famílias, número que representa uma redução significativa em relação ao fim do governo Jair Bolsonaro (PL), quando o total de beneficiários atingiu 21,9 milhões.
O Bolsa Família é considerado um dos principais programas de transferência de renda do país, focado na redução da pobreza e na garantia do acesso à educação e à saúde para famílias em situação de vulnerabilidade social. O corte expressivo nas últimas semanas levanta questionamentos sobre o impacto social dessa redução, principalmente em um cenário econômico ainda desafiador para grande parte da população.
Especialistas apontam que essa queda pode estar ligada a mudanças nos critérios de elegibilidade e na fiscalização mais rigorosa para o cadastramento e manutenção dos beneficiários. No entanto, críticos alertam para o risco de exclusão indevida de famílias que dependem do programa para garantir sua subsistência.
Até o momento, o Ministério da Cidadania, responsável pela gestão do Bolsa Família, ainda não divulgou posicionamento oficial sobre os motivos e as consequências desse corte expressivo.





