Um avião de passageiros Antonov An‑24, operado pela Angara Airlines, caiu na região de Amur, no Extremo Oriente da Rússia, na quinta-feira (24 de julho). Ao todo, havia entre 43 e 49 pessoas a bordo — incluindo cinco crianças e seis tripulantes — segundo diferentes reportagens oficiais.

O voo partiu de Blagoveshchensk, fez escala em Tynda e desapareceu do radar durante a segunda tentativa de pouso, quando condições climáticas adversas e visibilidade reduzida dificultavam a operação.


🔎 Local do acidente e operação de resgate

Equipes aéreas localizaram a fuselagem em chamas em uma encosta distante aproximadamente 15–16 km do aeroporto de Tynda, dentro de uma densa região florestal montanhosa, o que impediu pouso de resgate.

Segundo o Ministério de Emergências da Rússia, não houve sobreviventes. A equipe de resgate visualizou destroços em chamas enquanto sobrevoavam o local, sem detectar qualquer sinal de vida.


⚠️ Causas e impacto

Autoridades suspeitam de erro de pilotagem em condição de baixa visibilidade como a causa mais provável, mas possível falha técnica também está sendo investigada. Uma comissão oficial abriu investigação criminal relacionada a violações das regras de segurança aérea.

O avião, fabricado em 1976, passou por inspeções recentes, porém já havia se envolvido em pelo menos quatro incidentes desde 2018. O acidente reacende debates sobre a segurança da frota envelhecida de An‑24, especialmente em rotas regionais da Rússia, impactadas por restrições de sanções à obtenção de peças.


🗣️ Contexto

O governador da região de Amur, Vasily Orlov, declarou que todas as forças e meios foram mobilizados para a operação de busca. Ele confirmou que o acidente ocorreu cerca de 10 milhas (16 km) ao sul de Tynda.

O Presidente Vladimir Putin foi informado sobre o incidente e acompanha pessoalmente os desdobramentos. Já a agência federativa Rosaviatsia utilizou um helicóptero Mi‑8 para localizar os destroços ainda em chamas

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