Itaú Unibanco segue ampliando o processo de reestruturação iniciado em 2024, que já resultou no encerramento de 227 agências físicas em todo o país. A medida faz parte da estratégia da instituição de reduzir custos e adaptar-se ao crescimento do atendimento por canais digitais, tendência que ganhou força após a pandemia e consolidou novos hábitos entre os clientes.

Na última quarta-feira (27), o banco comunicou clientes de três estados sobre o fechamento iminente de mais 10 unidades, o que reforça a previsão de cortes adicionais ao longo de 2025.

Embora a direção do Itaú destaque que a mudança visa tornar os serviços mais ágeis e acessíveis por meio do aplicativo e do internet banking, os impactos sociais já são sentidos. Trabalhadores do setor enfrentam risco de desemprego, enquanto parte da população, especialmente idosos e pessoas com baixa familiaridade digital, relata dificuldades de acesso a serviços bancários básicos.

Federação Nacional dos Bancários alerta que a reestruturação precisa vir acompanhada de medidas que minimizem esses efeitos. A entidade reivindica programas de realocação de funcionáriosinvestimentos em inclusão digital e a manutenção de pontos de atendimento em regiões mais vulneráveis, onde a população ainda depende fortemente do contato presencial.

Especialistas em finanças ressaltam que o fenômeno não é exclusivo do Itaú. Outros grandes bancos brasileiros também têm reduzido sua rede física, acompanhando a tendência internacional de digitalização. No entanto, em um país com marcadas desigualdades regionais, o desafio é equilibrar inovação tecnológica com garantia de acesso universal aos serviços bancários.

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