O Brasil caiu de forma expressiva no ranking mundial de crescimento econômico. De acordo com levantamento da Austin Rating, baseado em dados do IBGE, FMI, Banco Mundial e outros órgãos internacionais, o país despencou da 5ª para a 32ª posição entre o primeiro e o segundo trimestre de 2025.

Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou apenas 0,4% no segundo trimestre, após crescimento de 1,4% no primeiro, sinalizando forte desaceleração. A taxa Selic, hoje em 15% ao ano, é apontada por economistas como um dos principais freios ao consumo e aos investimentos, ampliando o clima de incerteza fiscal e instabilidade no ambiente de negócios.

Apesar do ritmo fraco, o Brasil ainda figura como a 10ª maior economia do mundo em valores absolutos, com um PIB estimado em US$ 2,126 trilhões. No entanto, em termos de crescimento percentual, ficou atrás de países como Indonésia, Taiwan, Malásia e até Tunísia, que mantiveram expansão mais robusta.

Para o economista Alex Agostini, da Austin Rating, o desempenho brasileiro é um “voo de galinha” — um impulso curto seguido de queda. Ele compara a situação às economias asiáticas, que sustentam políticas de longo prazo e crescimentos consistentes, enquanto o Brasil se mantém refém de estratégias de curto prazo que geram efeitos colaterais como inflação persistente e juros elevados.

Especialistas ouvidos por veículos como Valor Econômico e CNN Brasil afirmam que, para retomar um ciclo de crescimento mais vigoroso, o país precisará reduzir gradualmente os juros, dar previsibilidade à política fiscal e destravar reformas que melhorem o ambiente de negócios. Caso contrário, seguirá perdendo posições em rankings internacionais e oportunidades de atrair investimentos produtivos.

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