Um ex-funcionário da USAID — agência americana de cooperação internacional — afirmou em audiência conduzida pelo deputado Felipe Barros (Cámara dos Deputados, Comissão de Relações Exteriores) que recursos enviados pelos EUA ao Brasil estariam sendo usados com objetivos políticos. Segundo seu depoimento, o governo Biden teria direcionado esses fundos para “controlar as fontes de informação”, favorecendo a esquerda e aliados do presidente Lula.
As declarações ganharam público a partir de investigações jornalísticas e repercussão no portal Rio Times, que destaca que essas iniciativas teriam incluído o apoio a ONGs, veículos de imprensa e plataformas de checagem, para influenciar o ambiente informativo em momentos cruciais, como o processo eleitoral de 2022.
Em fevereiro de 2025, o próprio Michael Benz, o ex-funcionário, ressaltou que, sem a USAID, Bolsonaro poderia ter vencido a eleição em 2022. Ele também classificou a agência como um “polvo de censura”, acusando-a de financiar grupos como Sleeping Giants Brasil, Instituto Vero e Agência Lupa — todos negaram qualquer vínculo financeiro.
Dissolução da USAID e crise de legitimidade
Em 2025, a USAID foi oficialmente dissolvida nos EUA, com suas funções incorporadas ao Departamento de Estado. A medida ocorreu após críticas intensas quanto ao uso político indevido de recursos públicos internacionais.





