O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) anunciou, nesta segunda-feira (8), um novo reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, que passará a valer a partir de janeiro de 2026.
Segundo o Confaz, o preço do ICMS da gasolina terá acréscimo de R$ 0,10 por litro, chegando a R$ 1,57. O diesel subirá R$ 0,05 por litro, atingindo R$ 1,17, enquanto o gás de cozinha (GLP) terá aumento de R$ 1,05 por botijão. Trata-se do segundo reajuste consecutivo, após o aumento aplicado em fevereiro de 2025.
O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) informou que o cálculo considerou os preços médios mensais apurados pela ANP entre fevereiro e agosto de 2025, comparando com o mesmo período de 2024.
O impacto econômico deve ser significativo, já que combustíveis são produtos-chave para toda a cadeia de consumo. O reajuste do ICMS influencia diretamente transporte, logística e produtos industrializados, podendo refletir em aumentos nos preços de bens e serviços em todo o país.
O anúncio ocorre em meio a um cenário de mudanças na política de preços da Petrobras. No início do governo Lula (PT), a estatal abandonou a paridade internacional, que atrelava os reajustes de combustíveis ao dólar e ao preço do barril de petróleo, adotando uma política de preços mais estável no mercado interno.
Especialistas alertam que o novo aumento do ICMS pode pressionar a inflação e impactar o orçamento das famílias, sobretudo em regiões mais dependentes do transporte rodoviário e do gás de cozinha.





