O líder da oposição na Câmara dos Deputados, deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), protocolou nesta terça-feira (9) requerimentos para convocar os ministros Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e Sidônio Cardoso Palmeira (Secretaria de Comunicação Social, Secom) para prestarem esclarecimentos sobre o que ele classifica como o eventual uso da máquina pública em uma “campanha de ódio” promovida pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Segundo Zucco, há indícios de que o governo possa estar envolvido na “promoção de uma campanha digital de viés partidário e narrativa de ódio de classe”, intensificada recentemente com as manifestações conhecidas como “Taxação BBB” — expressão popularizada nas redes sociais para defender a taxação de grandes fortunas e de pessoas consideradas muito ricas, os chamados “bilionários, barões e banqueiros”.
O parlamentar também apresentou requerimento para que o governo federal forneça informações detalhadas sobre a suposta relação institucional com conteúdos e perfis que propagariam a campanha nas redes sociais.
“Precisamos de transparência. O governo não pode utilizar a estrutura pública para fomentar discursos políticos ou ideológicos que instiguem o ódio entre classes sociais. É nosso dever fiscalizar”, declarou Zucco em nota divulgada à imprensa.
Os requerimentos ainda precisam ser analisados e votados pelas comissões correspondentes na Câmara para que as convocações sejam formalizadas. Até o momento, nem o Ministério das Comunicações nem a Secom se pronunciaram oficialmente sobre o assunto.
A campanha “Taxação BBB” tem gerado intensa discussão nas redes sociais e no ambiente político. Grupos ligados à esquerda defendem que grandes fortunas devem contribuir mais para reduzir desigualdades sociais, enquanto setores liberais e conservadores acusam a pauta de promover divisão social e perseguir quem gera empregos ou acumula patrimônio.
O caso deve elevar a temperatura política em Brasília, sobretudo num momento em que governo e oposição se enfrentam em diversas frentes, como na tramitação de projetos econômicos e na pauta fiscal.





