Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enfrenta atualmente cobranças da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) no valor de R$ 10 milhões, decorrentes de denúncias de sonegação fiscal ligadas à Operação Lava Jato.
Entre 2004 e 2016, Lulinha teria recebido aproximadamente R$ 132 milhões do grupo Oi/Telemar por meio das empresas Gamecorp/Gol, de sua propriedade. Segundo as investigações, a operadora de telefonia teria obtido vantagens junto aos governos Lula e Dilma Rousseff. Além disso, o empresário era suspeito de ocultar rendimentos e realizar repasses a outras empresas sem comprovação dos serviços prestados.
O caso chegou a ser analisado pela Justiça Federal em São Paulo, mas foi arquivado em janeiro de 2022, após o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro nos processos envolvendo Lula e seus familiares, além de concluir que a Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar o caso.
Apesar do arquivamento judicial, a Receita Federal abriu seis autos de infração, totalizando mais de R$ 10 milhões, que seguem na esfera administrativa. Em março de 2025, a Receita solicitou à Junta Comercial de São Paulo o arrolamento de bens de Lulinha, para identificar e avaliar posses que possam ser utilizadas em eventual ação de execução fiscal.
O caso mantém a atenção da opinião pública sobre a gestão de recursos e a fiscalização de empresas ligadas a familiares de políticos, evidenciando que pendências administrativas podem continuar mesmo após o arquivamento judicial.





