A crise no Mar Vermelho atingiu novos patamares de gravidade nesta semana. Dois navios comerciais foram atacados e afundados pelos rebeldes Houthis, resultando na morte de pelo menos quatro marinheiros e deixando outros desaparecidos, segundo informações divulgadas pelo correspondente da Fox News, Trey Yingst.

Os incidentes ocorreram em meio à série contínua de ataques do grupo iemenita, que desde o final de 2023 tem intensificado investidas contra embarcações na região estratégica, alegando retaliação contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza e apoio às causas palestinas.

Navios atingidos

O graneleiro Magic Seas foi alvo de mísseis disparados pelos Houthis e acabou afundando após sofrer sérios danos estruturais. Felizmente, toda a tripulação foi resgatada, segundo autoridades marítimas. O Magic Seas navegava sob bandeira liberiana e transportava carga a granel através de rotas comerciais vitais entre o Mar Vermelho e o Canal de Suez.

Já o cargueiro Eternity C, também atacado, sofreu investidas com drones marítimos carregados de explosivos e disparos de RPGs. O impacto foi devastador: pelo menos quatro tripulantes morreram, enquanto outros permanecem desaparecidos. Autoridades marítimas e equipes de resgate continuam as buscas na região.

Contexto dos ataques

Os Houthis, grupo rebelde xiita apoiado pelo Irã, assumiram a autoria dos ataques. Desde novembro de 2023, eles vêm promovendo uma série de ofensivas contra navios comerciais e militares no Mar Vermelho, uma rota responsável por cerca de 12% do comércio marítimo global, incluindo petróleo e produtos industriais.

O grupo afirma mirar embarcações associadas a países “envolvidos na agressão a Gaza” — uma justificativa que amplia os riscos para toda a navegação internacional, independentemente da real ligação dos navios ao conflito.

Em resposta aos ataques, os Estados Unidos e aliados europeus lançaram a operação “Prosperity Guardian”, com patrulhas navais e ataques pontuais contra posições Houthi no Iêmen, buscando conter a ameaça à liberdade de navegação.

Impacto global

De acordo com a Lloyd’s List Intelligence, cerca de 15% do tráfego de contêineres global está sendo desviado para rotas mais longas ao redor do Cabo da Boa Esperança, na África, para evitar o Mar Vermelho — elevando custos logísticos e pressionando cadeias de suprimentos em todo o mundo.

A Organização Marítima Internacional (IMO) já classificou o Mar Vermelho como “área de risco extremo”, recomendando cautela máxima a armadores e tripulações.

Enquanto isso, líderes internacionais condenam os ataques Houthi, alertando para o risco de uma escalada ainda maior que poderia envolver diretamente potências militares na região, colocando em xeque a segurança de uma das rotas comerciais mais importantes do planeta.

As investigações sobre as nacionalidades das vítimas no Eternity C e a extensão dos danos continuam em andamento.

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