Na madrugada de sexta-feira (22), diversos municípios do Rio Grande do Sul foram atingidos por uma intensa chuva de granizo. Em Lindolfo Collor, no bairro Capivarinha, um fenômeno chamou a atenção: uma pedra de gelo gigante, formada no chão de um viveiro, permaneceu quase intacta mesmo 13 horas após o temporal.
O que torna o caso ainda mais curioso foi o modo como a formação ocorreu: várias pedras de granizo se chocaram e se aglutinaram durante a tempestade, resultando em uma peça de gelo incomum — tanto pelo tamanho quanto pelo peso.
Moradores e visitantes ficaram impressionados com o tamanho e o impacto visual da pedra, um verdadeiro espetáculo da natureza após o tumulto do temporal.
Contexto e explicação científica
Granizo é formado quando gotas de água são impulsionadas a grandes altitudes por correntes de ar ascendentes dentro de nuvens cumulonimbus, onde congelam. Ao subirem e descerem repetidamente, acumulam camadas de gelo, crescendo de forma irregular até tornarem-se pesadas demais para permanecerem suspensas e caírem como granizo.
Casos em que várias pedras se aglutinam no solo, formando estruturas maiores, são raros. Esse tipo de junção pode acontecer especialmente quando há forte acumulo no chão durante ou logo após a tempestade.
Granizo no RS: outras ocorrências notáveis
Granizos de grande dimensão não são inéditos no Rio Grande do Sul. Um dos maiores registros no Brasil aconteceu em setembro de 2024, quando uma pedra com 14,6 centímetros de diâmetro foi registrada em Bagé, considerado o maior já observado no país até então. Na época, o fenômeno foi atribuído a uma tempestade supercelular, capaz de produzir granizo de dimensões excepcionais.
Sobre Lindolfo Collor
Lindolfo Collor é um pequeno município localizado no Rio Grande do Sul, com cerca de 5 mil habitantes. Originalmente chamado Picada Capivara, foi renomeado em homenagem ao ministro Lindolfo Collor. A cidade possui infraestrutura rural e também enfrenta eventos climáticos extremos como granizo e temporais intensos.





