O Congresso do Peru aprovou nesta quarta-feira (3), por 73 votos a favor, 27 contra e cinco abstenções, a designação do Cartel de Los Soles, ligado a membros do alto comando militar e político da Venezuela, como uma organização terrorista. A medida alinha o país às recentes decisões de Argentina, Equador e Paraguai, que também classificaram o grupo como ameaça regional.
De acordo com comunicado oficial, a moção foi encaminhada à presidente Dina Boluarte, que deverá adotar medidas diplomáticas, de segurança e defesa nacional para reforçar a atuação conjunta com a comunidade internacional no enfrentamento à facção.
“Devemos estabelecer uma posição clara para proteger nossa soberania e integridade, além de evitar que a população seja prejudicada pelas ameaças que surgem desse tipo de organização”, afirmou o deputado Jorge Montoya Manrique, um dos autores da proposta. Ele citou ainda Venezuela e Cuba como focos de narcoterrorismo na América Latina.
Pressão internacional cresce contra Maduro
O Cartel de Los Soles é acusado por governos e agências internacionais de atuar no tráfico de drogas em larga escala, com rotas que atravessam países vizinhos e chegam até os Estados Unidos e a Europa. Segundo Washington, o ditador venezuelano Nicolás Maduro é apontado como líder da rede criminosa.
Os Estados Unidos já haviam classificado o cartel como “entidade terrorista global especialmente designada”, aplicando sanções e oferecendo recompensas milionárias por informações que levem à prisão de integrantes da cúpula chavista envolvidos no esquema.
Movimento regional
Na última semana, a Argentina também declarou o grupo como terrorista, seguindo os passos de Equador e Paraguai. Com a decisão do Peru, cresce a pressão diplomática e política sobre Caracas, em um momento em que a Venezuela vive forte isolamento internacional e crise humanitária.
Especialistas em segurança avaliam que o alinhamento de países da região à postura norte-americana busca frear a influência do cartel e reduzir o impacto de suas atividades no tráfico transnacional e no financiamento de grupos ilegais.





