Após um forte impacto causado pelo surto de gripe aviária detectado em maio de 2025 no Rio Grande do Sul, o Brasil viu suas exportações de carne de frango despencarem. Entre maio e junho, o país deixou de embarcar cerca de 123 mil toneladas do produto em comparação ao mesmo período do ano passado — uma queda expressiva que refletiu diretamente na média diária de exportações, que caiu de 20.210 para 14.025 toneladas, segundo dados do setor.
O episódio, apesar de restrito a casos em aves silvestres, gerou embargos sanitários de diversos países, o que afetou a confiança no produto brasileiro e prejudicou um dos principais motores do agronegócio nacional.
🌍 Países começam a suspender restrições
No entanto, com o fim oficial do surto reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) no último dia 20 de junho, alguns mercados importantes começaram a retomar gradualmente as compras. Entre os países que já autorizaram novamente a importação de carne de frango brasileira estão:
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Coreia do Sul – com novo protocolo que limita futuras suspensões apenas aos estados afetados
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Iraque
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Marrocos
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Bolívia
Essas decisões sinalizam uma reabertura parcial do mercado internacional, fortalecendo a expectativa de recuperação econômica no setor avícola para o segundo semestre.
🚫 Mas 17 mercados ainda mantêm embargo
Apesar do alívio parcial, 17 países seguem com embargos totais à carne de frango do Brasil. Entre os principais mercados que ainda restringem totalmente as importações estão:
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China
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União Europeia
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Chile
Esses mercados representam uma parcela significativa das exportações brasileiras, e sua permanência fora das negociações comerciais impõe desafios à retomada do ritmo pré-surto.
📉 Impacto no agronegócio
O setor avícola, que representa mais de 4% do PIB agroindustrial brasileiro e emprega cerca de 4 milhões de pessoas, está em alerta. A rápida resposta sanitária brasileira e a cooperação internacional com protocolos atualizados, como o adotado pela Coreia, são vistas como essenciais para evitar novas paralisações.





