A terça-feira (5) foi marcada por manifestações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Brasília contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou a prisão domiciliar do ex-mandatário.
Com carreatas, buzinaços e faixas pedindo o impeachment de Moraes, os manifestantes se concentraram em frente à Torre de TV, no Eixo Monumental. A mobilização fechou parcialmente o trânsito na região e resultou no bloqueio de acessos à Esplanada dos Ministérios pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que reforçou a segurança para evitar que o ato avançasse para a Praça dos Três Poderes.
A manifestação foi organizada por frentes como os movimentos “Influenciadores do Brasil” e “Fora Lula Buzina”. Deusélis Braga, dirigente dos grupos, afirmou que as ações se espalharam para diversas capitais.
“O início de toda transformação é o buzinaço. Hoje está emblemático porque o Senado e a Câmara estão paralisados e só votarão quando colocarem nossas pautas”, declarou Braga.
As reivindicações incluem “anistia ampla”, Bolsonaro 2026, “fora Lula” e “fora Moraes”.
Deputados da oposição dormem no plenário
Enquanto os atos ocorriam do lado de fora, deputados de partidos de direita passaram a noite no plenário da Câmara dos Deputados em protesto contra a prisão domiciliar.
Segundo informações da liderança do PL, foi organizada uma lista de revezamento em três grupos, com turnos de três horas cada, para manter o ato contínuo. Fotos divulgadas mostram colchões improvisados no chão do plenário, além de bandeiras e cartazes contra Moraes.
Contexto da prisão de Bolsonaro
A prisão domiciliar do ex-presidente foi decretada após ele supostamente descumprir medidas cautelares impostas no inquérito que investiga a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) em pressão feita junto ao governo dos EUA para sancionar o ministro do STF.
A medida gerou forte reação no Congresso e entre apoiadores. O Senado segue sob pressão para que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União‑AP), avance com pedidos de impeachment de ministros do Supremo.





