A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) gerou reações contundentes nos Estados Unidos, com promessas de retaliação e críticas à decisão judicial brasileira.
Reação de Marco Rubio
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou a condenação de Bolsonaro como uma “caça às bruxas” e prometeu que os Estados Unidos responderão adequadamente. Em uma publicação na rede social X, Rubio afirmou que a atuação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, é de um “violador de direitos humanos sancionado”, referindo-se às sanções impostas anteriormente pelos EUA ao magistrado. Ele acrescentou que os EUA responderão “adequadamente a essa caça às bruxas”.
Crítica de Donald Trump
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, também se manifestou sobre a condenação de Bolsonaro. Em entrevista a jornalistas, Trump afirmou que a decisão foi “muito surpreendente” e que Bolsonaro foi “um bom presidente do Brasil”. Ele comparou a situação ao que enfrentou nos EUA, sugerindo um padrão de perseguição política. Apesar das críticas, Trump esclareceu que os EUA não imporão novas sanções ao Brasil em resposta à condenação.
Condenação no STF
Na quinta-feira (11), a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022. Os crimes incluem tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Repercussão internacional
A condenação de Bolsonaro gerou tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil reagiu às declarações de Rubio, afirmando que seus comentários representam uma ameaça que “ataca a autoridade brasileira e ignora os fatos e as evidências contundentes nos autos”.
A situação continua a evoluir, com possíveis desdobramentos nas relações bilaterais entre os dois países.





