A Seleção Brasileira terminou as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 com um resultado que marca negativamente a sua história. Nesta terça-feira (9), em La Paz, o Brasil perdeu por 1 a 0 para a Bolívia e encerrou a participação em quinto lugar, com 28 pontos conquistados e aproveitamento de apenas 51% — o pior desde que o formato de pontos corridos foi implantado, em 1996.

Nunca antes o Brasil havia somado menos de 30 pontos na fase classificatória. O recorde negativo até então era das Eliminatórias para a Copa de 2002, quando a equipe, em meio a sucessivas trocas de treinador, terminou com 31 pontos e quase ficou de fora do Mundial.

Retrospecto brasileiro nas Eliminatórias (formato atual)

Copa do Mundo Pontos Aproveitamento Posição final
2002 30 pts 55,6 %
2006 34 pts 63,0 %
2010 34 pts 63,0 %
2018 41 pts 75,9 %
2022 45 pts 88,2 %
2026 28 pts 51 %

No atual ciclo, em 19 jogos, a Seleção somou 8 vitórias, 4 empates e 6 derrotas, com 24 gols marcados e 17 sofridos.

Três técnicos em menos de três anos

O desempenho irregular do Brasil também é reflexo da instabilidade no comando técnico. Fernando Diniz iniciou a campanha, mas foi substituído em 2024 por Dorival Júnior, que ficou pouco mais de um ano à frente do time. A goleada por 4 a 1 para a Argentina, em Buenos Aires, acelerou sua demissão.

Para a reta final da qualificatória, a CBF apostou em Carlo Ancelotti, multicampeão europeu, que assumiu o time já classificado matematicamente para o Mundial. Ele estreou com empate contra o Equador, venceu Paraguai e Chile, mas fechou as Eliminatórias com derrota para a Bolívia.

Contexto e consequências

Apesar do desempenho histórico negativo, o Brasil está garantido na Copa do Mundo de 2026 — que, pela primeira vez, terá 48 seleções e seis vagas diretas para a América do Sul. O quinto lugar não impede a classificação, mas acende o alerta sobre a necessidade de ajustes técnicos e táticos para o Mundial.

A CBF, segundo declarações recentes do presidente Ednaldo Rodrigues, deve manter Ancelotti no cargo até a Copa, apostando na experiência do italiano para corrigir os rumos da equipe.

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