Missionários e empresários cristãos enfrentam restrições crescentes na Ásia, com medidas recentes no Vietnã e na China gerando preocupação sobre liberdade religiosa e operações de negócios.
No Vietnã, cerca de 86 milhões de contas bancárias foram congeladas ou apagadas caso não possuam dados biométricos completos, como impressão digital, reconhecimento facial e de voz. Embora oficialmente a medida vise combater fraudes, críticos alertam que o sistema pode permitir controle total sobre cidadãos, afetando inclusive acesso a dinheiro, transporte e moradia, e impactando missionários e empresas estrangeiras no país.
Na China, o governo comunista reforçou a regulamentação do uso da internet por pastores e igrejas. O artigo 5 do regulamento proíbe o ensino religioso por meio de redes sociais pessoais, transmissões ao vivo e grupos informais, bem como a evangelização de menores de idade e a comercialização de atividades religiosas online. Líderes religiosos devem apoiar as ideias socialistas e o Partido Comunista Chinês, sendo proibidas críticas ao governo. Infratores podem sofrer punições administrativas e criminais.
Em discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Cristianismo é atualmente a religião mais perseguida do planeta, citando dados de 2023 da organização Portas Abertas, que indicam que cerca de 360 milhões de cristãos enfrentam algum tipo de perseguição global. Trump reafirmou o compromisso dos EUA com a proteção das liberdades religiosas e da liberdade de expressão.





