A crise econômica que pressiona o país em 2025 está provocando ondas de demissões em setores estratégicos da indústria nacional, com cortes significativos que vão do Polo Industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM), no Norte, até o polo madeireiro do Sul do país.
🔻 Zona Franca de Manaus: 800 demitidos
No Amazonas, 800 funcionários foram desligados de uma única empresa do Polo Industrial de Manaus, que atua na fabricação de televisores e micro-ondas. A informação foi confirmada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que classificou o episódio como um “caso isolado” e afirmou acreditar em recontratações até o fim do ano.
A queda nas vendas de eletrodomésticos tem sido atribuída à redução do poder de compra das famílias brasileiras, à alta da taxa de juros e à retração no consumo das classes C e D — principais consumidoras desses produtos.
🪵 Sudati demite 100 no Sul após tarifa dos EUA
Enquanto isso, no Sul do país, a Sudati, empresa brasileira do setor de compensados e MDF, anunciou o desligamento de 100 funcionários nas unidades de Ventania e Telêmaco Borba, no Paraná.
A medida é reflexo direto da crise no mercado internacional, intensificada pelo anúncio de aumento nas tarifas de exportação pelos Estados Unidos, um dos maiores destinos dos produtos da Sudati. A companhia afirma que a decisão é parte de um plano de adequação operacional para manter o equilíbrio financeiro da empresa, diante do cenário adverso.
A Sudati opera cinco unidades no Paraná e uma em Santa Catarina, empregando cerca de 2.800 pessoas. Em nota, garantiu que todos os desligamentos estão sendo conduzidos “com responsabilidade e respeito” e que segue comprometida com a região e o desenvolvimento sustentável.
📉 Sinais de alerta em diversos setores
As demissões em série revelam a fragilidade da indústria nacional diante do cenário econômico atual, marcado por:
- Inflação elevada e juros altos, que desestimulam o consumo;
- Redução nas exportações, afetada por barreiras comerciais e instabilidade global;
- Pressões fiscais e cortes de orçamento, que afetam a cadeia produtiva e os investimentos públicos.





