Faleceu nesta quinta-feira (15 de maio), aos 97 anos, o cientista e ex-ministro José Israel Vargas, um dos nomes mais destacados da ciência brasileira no século XX. Natural de Paracatu, na região Noroeste de Minas Gerais, Vargas teve uma trajetória marcada pela excelência acadêmica e pelo comprometimento com a gestão pública da ciência e tecnologia no Brasil.

O velório acontecerá na sexta-feira (16), das 9h às 12h30, no saguão do prédio da Reitoria da UFMG, no campus Pampulha, em Belo Horizonte.

Químico formado pela UFMG em 1952, Vargas se especializou em química nuclear pela USP, estudou física no ITA e obteve doutorado em ciências nucleares pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Durante a ditadura militar, foi perseguido, demitido da Comissão Nacional de Energia Nuclear e da UFMG, e exilou-se na França, onde trabalhou no Centro de Estudos Nucleares de Grenoble.

Foi ministro da Ciência e Tecnologia de 1992 a 1999, nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, além de ter comandado interinamente o Ministério de Minas e Energia entre 1993 e 1994. Antes, havia sido secretário estadual de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, de 1977 a 1979.

Em nota, o presidente Lula exaltou o legado de Vargas, destacando sua luta contra o obscurantismo e seu compromisso com o conhecimento científico. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação também homenageou o ex-ministro, lembrando de sua atuação decisiva na consolidação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e no fortalecimento do Sistema Nacional de Propriedade Intelectual.

Vargas era viúvo e deixa três filhas: Maria, Joana e Cláudia.

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