A Polícia Federal (PF) informou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) perdeu a custódia de celulares e um notebook pertencentes a investigados na ação penal 2.417, que apura os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Segundo a PF, os aparelhos foram entregues à PGR após a conclusão das perícias, o que tornaria a Procuradoria responsável pela guarda dos itens. A alegação foi formalizada em ofício e anexada ao processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
O desaparecimento dos equipamentos gerou preocupação entre autoridades envolvidas nas investigações e levantou questionamentos sobre a cadeia de custódia das provas. Ainda não há detalhes sobre o momento ou as circunstâncias exatas em que o extravio ocorreu, e se os dados contidos nos dispositivos haviam sido totalmente extraídos e registrados.
A PGR ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso até o momento desta publicação.
Com a revelação, a expectativa é de que ministros do STF e órgãos de controle cobrem explicações formais da Procuradoria. A possibilidade de abertura de sindicância interna ou outras medidas administrativas não está descartada.
O caso também poderá motivar novos requerimentos da defesa de investigados e reacender discussões sobre a transparência e segurança jurídica nas investigações conduzidas por órgãos federais.





