Uma festa regada a álcool, drogas e com a presença de adolescentes terminou em confusão e condução policial na cidade de Vilhena, região sul de Rondônia. O caso ocorreu na madrugada desta segunda-feira (2), em uma residência localizada na Rua 523, bairro Jardim América.
A Polícia Militar foi acionada após denúncias de perturbação do sossego vindas de moradores da região. No local, os agentes da Rádio Patrulha constataram uma reunião com uso indiscriminado de bebidas alcoólicas, presença de entorpecentes e adolescentes consumindo substâncias ilícitas, o que configurou crime de corrupção de menores.
Durante a averiguação, os policiais encontraram garrafas de vodka, narguilés, cigarros eletrônicos tipo pod, além de porções de substâncias semelhantes à maconha e à cocaína. Em um dos quartos da casa, também foi localizado um vaso contendo uma planta aparentando ser cannabis.
A presença de menores de idade consumindo álcool e usando narguilé agravou a situação. O Conselho Tutelar foi acionado e compareceu ao local para acompanhar os procedimentos envolvendo os adolescentes. A situação pode configurar corrupção de menores, prevista no artigo 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com pena de até quatro anos de reclusão, além de multa.
Ao todo, nove adultos foram identificados no imóvel. Dois deles assumiram ser os organizadores da festa e os responsáveis pela residência. Uma mulher foi flagrada com uma porção de cocaína. Todos os envolvidos foram conduzidos para a Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) de Vilhena, onde prestaram esclarecimentos.
Casos como este têm se tornado mais frequentes, segundo autoridades, e representam risco não só à saúde dos adolescentes, mas também ao bem-estar da comunidade. Festas clandestinas, muitas vezes divulgadas por redes sociais, costumam envolver consumo de substâncias ilícitas, sem qualquer controle de idade ou segurança.
A Polícia Militar reforça que denúncias anônimas podem ser feitas pelo 190 ou Disque-Denúncia (181), e que a colaboração da comunidade é essencial para coibir esse tipo de prática e proteger crianças e adolescentes de situações de risco.

