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quarta-feira, abril 15, 2026
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Justiça bloqueia mais de R$ 605 milhões por crimes ambientais na Estação Soldados da Borracha, em Porto Velho

A Justiça de Rondônia determinou o bloqueio de R$ 605 milhões em bens de investigados por crimes ambientais na região da Estação Ecológica Soldados da Borracha, localizada em Porto Velho. A medida faz parte da segunda fase da Operação Arigós, deflagrada nesta terça-feira (7) pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Núcleo de Combate ao Crime Ambiental (Nucam), com apoio da Polícia Civil de Machadinho do Oeste e do Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes (DER/RO).

Bloqueio recorde e medidas de restrição

A decisão foi proferida pela 3ª Vara Criminal de Porto Velho, que determinou medidas cautelares assecuratórias em desfavor dos investigados, entre elas:

  • Indisponibilidade e inalienabilidade de bens móveis e imóveis no valor total de R$ 605.111.082,57;

  • Apreensão e remoção de veículos, máquinas pesadas, equipamentos e implementos agrícolas;

  • Sequestro de semoventes (gado);

  • Suspensão imediata das atividades agropecuárias;

  • Proibição de entrada e circulação no interior e entorno da Esec Soldados da Borracha;

  • Desativação de cadastros no CARF e proibição de emissão de GTAs (Guias de Transporte Animal).

Crime ambiental em unidade de conservação

A Estação Ecológica Soldados da Borracha é uma unidade de conservação federal de proteção integral, criada para preservar a biodiversidade da Amazônia e impedir a exploração econômica de seus recursos naturais.
De acordo com o MPRO, as investigações apontam que grandes áreas da reserva vinham sendo desmatadas ilegalmente para a implantação de pastagens e criação de gado, causando graves danos ambientais.

Operação Arigós

A Operação Arigós, deflagrada originalmente em 2023, investiga organizações criminosas especializadas em grilagem de terras públicas e desmatamento ilegal na região Norte de Rondônia.
Com esta segunda fase, o Ministério Público busca recuperar o patrimônio público ambiental e impedir a continuidade das atividades ilícitas dentro da unidade de conservação.

O caso segue sob investigação, e o MPRO reforçou que novas medidas podem ser adotadas à medida que o inquérito avança.

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