O estado de Rondônia perdeu espaço no cenário nacional e aparece apenas na 16ª colocação entre as unidades da federação com maior taxa de crescimento econômico, segundo dados divulgados pelo Ranking de Competitividade dos Estados, produzido pelo CLP – Centro de Liderança Pública. O indicador considera a média móvel de quatro períodos da taxa de crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) real.
Os números mostram que o estado, que historicamente apresenta desempenho sólido em áreas como agronegócio e exportação, tem enfrentado dificuldades para sustentar um crescimento consistente, especialmente em comparação com os demais estados da Região Norte.
Desempenho regional: Rondônia atrás dos vizinhos
No comparativo com os demais estados da região, Rondônia ficou atrás de:
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Roraima (1º lugar no ranking nacional)
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Tocantins (2º)
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Pará (9º)
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Acre (12º)
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Amapá (13º)
Apenas o Amazonas, com forte dependência da Zona Franca de Manaus e afetado por gargalos logísticos e políticas de incentivos federais em revisão, ficou abaixo de Rondônia.
O resultado contrasta com o protagonismo do estado no agronegócio e no setor de energia, e levanta questionamentos sobre a eficácia das políticas públicas de desenvolvimento econômico.
Especialistas apontam causas e riscos
De acordo com especialistas, a falta de diversificação da base econômica, aliada a gargalos logísticos, baixa inovação e investimentos tímidos em infraestrutura e educação tecnológica, contribui para o desempenho aquém do esperado.
“Rondônia depende fortemente da agropecuária, mas há uma limitação quando não se investe em cadeias produtivas, agregação de valor e tecnologia. O resultado é um crescimento que oscila e não acompanha a média nacional em momentos estratégicos”, afirma o economista Gustavo Pinto, consultor em desenvolvimento regional.
Outro ponto de atenção é a infraestrutura logística deficiente, especialmente nas rodovias estaduais e federais, que impacta o escoamento da produção e reduz a competitividade local.
Impactos no emprego e na renda
A desaceleração no crescimento do PIB real pode impactar diretamente a geração de emprego, renda e novos negócios, sobretudo no interior, onde a população depende da movimentação econômica ligada ao setor produtivo rural.
Embora o estado continue registrando superávit em suas exportações (com destaque para carne, soja e madeira), a falta de estímulo a novos investimentos, startups e indústrias de transformação pode limitar a expansão sustentável da economia nos próximos anos.
Oportunidade para reação
O cenário, no entanto, é reversível. Especialistas indicam que o estado pode retomar protagonismo se houver:
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Planejamento estratégico intersetorial
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Parcerias público-privadas (PPPs) para infraestrutura
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Incentivo à inovação e empreendedorismo
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Educação profissional e tecnológica mais alinhada às vocações regionais
Segundo o CLP, o ranking visa ajudar gestores públicos a identificar áreas de atenção e prioridades na formulação de políticas públicas. Além do crescimento do PIB, o levantamento avalia indicadores como sustentabilidade fiscal, capital humano, segurança pública e eficiência da máquina pública.
O Ranking de Competitividade dos Estados está disponível no site oficial do CLP (www.rankingdecompetitividade.org.br), com dados completos e metodologias aplicadas.

