A Polícia Militar de Rondônia se manifestou publicamente nesta terça-feira (16) após a deflagração da Operação Soldados da Usura II, que resultou na prisão preventiva de quatro policiais militares da ativa. A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado, com o apoio das Polícias Civil e Militar.
A operação teve como foco o cumprimento de 07 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão nos municípios de Porto Velho e Buritis, e tem como principal alvo um suposto esquema de agiotagem envolvendo membros da corporação. De acordo com as investigações, os policiais estariam envolvidos em empréstimos ilegais com cobrança abusiva de juros, prática caracterizada como crime.
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar acompanhou integralmente os trabalhos, oferecendo suporte operacional e jurídico às equipes que atuaram na operação. Segundo a corporação, os procedimentos administrativos internos já estão sendo adotados para apurar as condutas e aplicar as sanções cabíveis.
Em nota oficial, a PM de Rondônia destacou que não compactua com qualquer conduta que viole os princípios da legalidade, ética e moralidade institucional. A corporação afirmou que “todas as medidas disciplinares e legais estão sendo adotadas com o devido rigor” e reafirmou seu compromisso com o combate à corrupção e à preservação da confiança da sociedade rondoniense.
A Operação Soldados da Usura teve sua primeira fase deflagrada anteriormente com alvos semelhantes, indicando a continuidade e aprofundamento das investigações contra grupos que usam da função pública para práticas ilícitas.
Os nomes dos policiais presos não foram divulgados oficialmente até o momento. A apuração segue em sigilo e os envolvidos responderão também a processos administrativos disciplinares, podendo ser excluídos da corporação em caso de comprovação dos fatos.

