Na noite de sábado (19), uma ação conjunta entre policiais operacionais e o Núcleo de Inteligência da Polícia Militar resultou na apreensão de aproximadamente 473 quilos de maconha e na prisão de um motorista que transportava a droga em uma carreta estacionada nos fundos de um posto de gasolina, em Vilhena (RO).
A operação foi desencadeada após a Central de Operações da PM receber uma denúncia acompanhada de vídeo que mostrava uma carreta Scania vermelha supostamente carregada com entorpecentes. O veículo estava estacionado em frente a um lavador de caminhões nos fundos do posto, o que chamou a atenção das autoridades.
Com base nas imagens recebidas, o Núcleo de Inteligência da PM deslocou-se ao local para identificar o veículo e seu condutor. Após confirmar a placa e a localização do caminhão, constatou-se que o motorista, identificado como R. W. S., estava dormindo na cabine. Ao ser abordado, o suspeito atendeu prontamente às ordens dos policiais e, durante revista pessoal, não foram encontrados indícios de ilícitos.
No entanto, quando questionado sobre a existência de materiais ilegais na carreta, R. W. S. confessou espontaneamente que estava transportando drogas e indicou os locais onde os entorpecentes estavam escondidos. Segundo o relato do motorista, parte dos tabletes de maconha — inicialmente estimada em 100 quilos — estava oculta em fundos falsos da cabine, posicionados sob a poltrona traseira, nas laterais superiores e atrás dos bancos. Uma quantidade ainda maior da droga foi localizada na carroceria, misturada com uma carga de laminados de ferro e aço, acondicionada em sacos.
O veículo foi então encaminhado para o pátio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), onde recebeu o apoio logístico necessário para uma vistoria detalhada. Na inspeção, a droga foi pesada e somou um total de 473,52 quilos de maconha, organizados em tabletes.
Em depoimento, o motorista afirmou ter recebido a proposta de efetuar o transporte da droga por meio de mensagens enviadas de um número desconhecido. Segundo ele, a promessa de pagamento era de R$ 185 mil ao final da entrega, e a carga teria como destino as cidades de Aparecida do Taboado (MS) e Várzea Grande (MT), embora o motorista tenha declarado não ter recebido os endereços exatos.
A operação segue em investigação e as autoridades continuam trabalhando para identificar possíveis conexões e a origem do esquema de tráfico.

