Vítima foi socorrida ao Hospital João Paulo II; mulher alegou legítima defesa e foi presa em flagrante
Porto Velho (RO), 26 de julho de 2025 – Uma discussão conjugal terminou em violência doméstica na noite desta sexta-feira (25), no bairro Lagoa Azul, zona Leste da capital. Um professor de 30 anos foi esfaqueado pela própria esposa, de 23 anos, durante uma briga dentro da residência do casal.
Segundo informações repassadas à polícia, o homem estava lavando louça quando teve início um desentendimento com a companheira. Durante a discussão, a mulher teria se armado com uma faca de cozinha e desferido um golpe contra o marido, que tentou se defender, mas acabou sendo ferido no punho esquerdo.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e prestou os primeiros socorros à vítima, que foi encaminhada ao Hospital João Paulo II, referência em traumas na capital. Apesar da gravidade do ataque, o professor não corre risco de morte.
A Polícia Militar também esteve no local e deu voz de prisão à suspeita, que foi levada ao Departamento de Flagrantes (Defla). Aos policiais, a mulher alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que o marido teria tentado agredi-la com um soco momentos antes do ataque.
Legítima defesa ou tentativa de homicídio?
O caso foi registrado como lesão corporal em contexto de violência doméstica e será investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). A polícia deve ouvir testemunhas e aguarda o laudo médico da vítima para apurar a dinâmica dos fatos.
De acordo com o Código Penal Brasileiro, a legítima defesa só é caracterizada quando há uma ameaça atual e iminente, e a reação é proporcional à agressão sofrida. A depender do avanço das investigações, a mulher poderá responder por lesão corporal grave ou até tentativa de homicídio, se for constatado excesso na resposta à suposta agressão.
Crescimento da violência doméstica
O caso chama atenção para o aumento de registros de violência doméstica em Porto Velho. Dados da Secretaria de Segurança Pública (Sesdec) apontam que, apenas no primeiro semestre de 2025, mais de 1.200 ocorrências foram registradas na capital relacionadas a brigas entre casais, com cerca de 30% envolvendo agressões físicas.
As autoridades reforçam a importância da denúncia em casos de violência doméstica, que pode ser feita pelo telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo 190, em situações de emergência.

