França: “Estamos disponíveis para proteger Israel”, diz Macron
O presidente francês Emmanuel Macron declarou nesta sexta-feira (13) que a França está pronta para participar de operações de proteção e defesa de Israel.
Em entrevista coletiva, Macron afirmou ter feito a promessa diretamente ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu:
"Dei minha disponibilidade a Israel", disse o presidente francês.
Por enquanto, a França não participará de ataques contra o Irã, mas o compromisso é claro: proteger o território israelense em caso de novas retaliações iranianas.
Reino Unido envia caças à região
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer também anunciou neste sábado (14) o envio de caças da Royal Air Force (RAF) e outros recursos de apoio emergencial para o Oriente Médio.
Em declarações feitas a bordo de um voo para o Canadá, onde participará da cúpula do G7, Starmer afirmou que conversou pessoalmente com Donald Trump, presidente dos EUA, e com Netanyahu, reafirmando o apoio do Reino Unido a Israel.
"Estamos enviando reforços como parte do nosso compromisso com a segurança na região", destacou o premier britânico.
O envio ocorre logo após os ataques de Israel a vários alvos militares e nucleares em território iraniano, incluindo instalações críticas em Teerã e Esfahan.
👑 Ex-príncipe iraniano conclama rebelião popular contra os aiatolás
Em paralelo, o príncipe Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, convocou o povo iraniano a se rebelar contra o regime islâmico.
O ativista, que vive exilado, descreveu o atual momento como uma “janela de oportunidade histórica”, dado o enfraquecimento do regime após os bombardeios israelenses.
"A República Islâmica arrastou o Irã para a guerra. Este é o momento de agir", declarou Pahlavi.
Sua esposa, Yasmine Pahlavi, foi além e publicou um apoio direto aos ataques de Israel:
"Atinja eles, Israel. O povo iraniano está com vocês", dizia uma imagem publicada nas redes sociais dela.
📌 Contexto histórico: da queda da monarquia à teocracia
Antes da Revolução Islâmica de 1979, o Irã era governado pela monarquia dos Pahlavi, considerada pró-Ocidente, laica e industrializada. O regime caiu após massivos protestos liderados pelo aiatolá Khomeini, que retornou do exílio na França e implantou a atual teocracia baseada na sharia.
Hoje, os Pahlavi permanecem como figuras simbólicas da oposição no exílio, com grande apoio entre setores da diáspora iraniana.
🌍 Risco de ampliação do conflito
Com França e Reino Unido mobilizados, EUA pressionando por contenção, Israel em ofensiva e o Irã prometendo novas retaliações, a crise avança para um patamar de envolvimento internacional cada vez mais delicado.
O Estreito de Ormuz — rota vital para o petróleo mundial — continua sob ameaça de bloqueio por Teerã, o que já provocou alta nos preços globais de energia.
O Oriente Médio vive agora o maior risco de guerra direta entre Estados desde a Guerra do Golfo de 1991.





