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quinta-feira, abril 30, 2026
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Rondônia mantém gasolina entre as mais caras do Norte, com litro a R$ 7,03; logística e impostos pressionam preços

Rondônia continua a figurar entre os estados com os combustíveis mais caros da Região Norte, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na semana de 11 a 17 de maio de 2025, o preço médio da gasolina comum no estado foi de R$ 7,03 por litro, o terceiro mais alto da região, atrás apenas do Acre (R$ 7,62) e do Amazonas (R$ 7,09) .

A pesquisa da ANP foi realizada em diversos municípios de Rondônia, incluindo Porto Velho, onde o preço médio da gasolina atingiu R$ 7,03 por litro . Em comparação, o preço médio nacional da gasolina no mesmo período foi de R$ 6,29 por litro .

O etanol hidratado, alternativa geralmente mais econômica para os motoristas, também apresenta preços elevados em Rondônia. Na semana analisada, o preço médio do etanol no estado foi de R$ 4,30 por litro, com variações entre R$ 4,82 e R$ 5,99 nos postos pesquisados . Comparado a estados produtores, como São Paulo (R$ 4,10) e Mato Grosso (R$ 3,97), Rondônia tem preços significativamente mais altos.

O preço do óleo diesel também permanece alto na região. No Acre, o litro custa R$ 7,61, seguido pelo Amazonas (R$ 6,86) e Roraima (R$ 6,85). Em Rondônia, o valor médio encontrado foi R$ 6,65 por litro .

Fatores que influenciam os altos preços

De acordo com o economista Otacílio Moreira, os elevados preços dos combustíveis na região estão diretamente ligados à logística de transporte, especialmente por conta da distância e da dependência de combustível vindo de outros estados e até de outros países. “A nossa Amazônia, que é bastante isolada, depende do petróleo vindo de outros locais. Esse combustível é enviado para uma refinaria em Manaus e depois distribuído para outras regiões, o que impacta diretamente o preço,” explica Moreira.

Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Petróleo e Gás Natural (Sindipetro) destacou que os custos médios das distribuidoras no Norte estão entre os mais altos do Brasil, sem contar o lucro das empresas ou o custo do frete fluvial, que vai de Itacoatiara até os centros consumidores. “Boa parte dos combustíveis consumidos no Norte é importada e precisa ser transportada por vias fluviais. Esse tipo de operação é demorado, envolve riscos e custos elevados, o que encarece ainda mais o produto final,” reforçou o sindicato.

Com os preços dos combustíveis em patamares elevados, os consumidores de Rondônia enfrentam desafios adicionais no orçamento familiar. A alta nos preços impacta não apenas os motoristas, mas também o custo de vida em geral, uma vez que o transporte de mercadorias e serviços também é afetado.

A população aguarda medidas que possam aliviar essa carga, seja por meio de políticas públicas, revisão de tributos ou investimentos em infraestrutura que possam reduzir os custos logísticos e, consequentemente, os preços dos combustíveis na região.

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