Nova Brasilândia D’Oeste (RO) – Foi preso nesta quarta-feira (6) o ex-policial militar de Rondônia, Anderson Soares de Lima Vidal, acusado de ter agredido brutalmente a companheira Luciana Rettmann, de 43 anos, em 2023, no município de Boca do Acre (AM). A prisão ocorre dias após a morte da vítima, que passou mais de um ano em estado grave por conta das agressões.
Luciana faleceu no último dia 30 de julho, após uma longa luta pelas sequelas sofridas na tentativa de feminicídio. Desde a agressão, ela permanecia acamada, com sérias complicações de saúde, necessitando de internações constantes e apoio de aparelhos para sobreviver. O velório foi realizado na Capela Municipal de Nova Brasilândia D’Oeste, onde ela residia. O sepultamento ocorreu no mesmo dia, no Cemitério Municipal da cidade.
A captura de Anderson foi resultado de uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Amazonas e a Polícia Federal do Acre. Ele foi localizado na comunidade rural de Bom Lugar, em Lábrea (AM), onde estava escondido há cerca de três anos. No momento da prisão, foram encontradas com ele três espingardas, o que resultou também em prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
Além do mandado por tentativa de homicídio, que agora passa a ser tratado como feminicídio consumado, Anderson também era procurado por crimes de organização criminosa e extorsão majorada. Ele havia sido expulso da Polícia Militar de Rondônia antes mesmo do ataque que vitimou Luciana.
Segundo o delegado Gustavo Kallil, da 61ª Delegacia Interativa de Polícia de Boca do Acre, a prisão representa o avanço do processo judicial que agora considera a morte de Luciana como diretamente ligada às agressões.
— Recebemos informações sobre o paradeiro do foragido e, com o apoio da Polícia Federal, conseguimos localizá-lo em uma área de difícil acesso. Com ele, foram apreendidas armas de fogo, e os mandados foram cumpridos — declarou o delegado.
O caso, que chocou os moradores de Boca do Acre e Nova Brasilândia D’Oeste, é mais um episódio grave de violência doméstica que termina em morte, reforçando a urgência de medidas preventivas, acolhimento às vítimas e responsabilização efetiva dos agressores.

