Entre os dias 22 e 27 de outubro, o município de Guajará-Mirim (RO) será palco de um dos maiores eventos culturais da Amazônia: o Duelo na Fronteira 2025. Realizado no Bumbódromo Márcio Menacho, o festival terá entrada gratuita e promete atrair milhares de pessoas para celebrar a tradicional rivalidade entre os bois-bumbás Flor do Campo e Malhadinho.
O evento é promovido pelo Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), com apoio da Prefeitura de Guajará-Mirim e da Associação Cultural Waraji (ACW). Além da disputa entre os bois, a programação contará com shows musicais, apresentações folclóricas, praça de alimentação e reforço na segurança pública, garantindo conforto e lazer para moradores e turistas.
Tradição reconhecida como patrimônio
Em setembro de 2023, o Duelo na Fronteira foi declarado patrimônio cultural de natureza imaterial de Rondônia pelo Decreto nº 28.455, reafirmando sua importância na preservação da identidade e da memória coletiva do povo rondoniense. O reconhecimento fortalece a continuidade da festa, que há décadas movimenta a região e projeta Guajará-Mirim como referência cultural.
Turismo e economia local
De acordo com a Sejucel, o festival não apenas mantém viva a tradição folclórica, mas também impulsiona a economia local, movimentando setores como hotelaria, gastronomia e comércio. A expectativa é de que a edição de 2025 atraia visitantes de todo o estado e até da Bolívia, fortalecendo a integração cultural na região de fronteira.
Cultura que atravessa gerações
Inspirado em eventos como o Festival Folclórico de Parintins (AM), o Duelo na Fronteira envolve coreografias, músicas, alegorias e narrativas que resgatam elementos da Amazônia, como lendas, religiosidade e costumes dos povos da floresta. A rivalidade entre os bois Flor do Campo (vermelho e branco) e Malhadinho (azul e branco) é marcada por emoção, criatividade e paixão das torcidas.
Com uma programação que une tradição, arte e entretenimento, o festival reforça o papel de Rondônia como guardião de expressões culturais únicas na Amazônia Ocidental.

