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Nikolas e Eduardo Bolsonaro ironizam erro de português em decisão de Moraes

BRASÍLIA (DF) – Os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) usaram as redes sociais nesta quinta-feira (25) para ironizar um erro gramatical presente em uma decisão judicial assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O documento, que trata da rejeição do pedido de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, continha o uso incorreto da palavra “mais” em lugar da conjunção “mas”.

A falha gerou reações imediatas de parlamentares aliados do ex-presidente, que aproveitaram o episódio para criticar o ministro do STF.

“Estou proibido de postar falas de meu pai, ‘MAIS’ posso postar as decisões do Alexandre de Moraes?”, escreveu Eduardo Bolsonaro na rede social X (antigo Twitter), destacando o erro com letras maiúsculas.

Em outra publicação, Eduardo voltou a atacar o magistrado, afirmando que suas decisões apresentam recorrentes falhas de linguagem:

“Além de tudo, Alexandre de Moraes tem sérias dificuldades em se expressar por escrito. Suas decisões são repletas de erros gramaticais grosseiros, o que torna difícil entender o que ele realmente quer dizer. Foi assim nesta mesma decisão que ele impôs uma tornozeleira eletrônica ao meu pai, Jair Bolsonaro, o censurou em suas redes sociais e proibiu que ele falasse comigo, seu próprio filho. Não dava para saber, claramente, se essa censura também incluía entrevistas”, escreveu o deputado.

Já Nikolas Ferreira ironizou sem mencionar diretamente Moraes. Em tom sarcástico, publicou:

“Em breve, ‘agente vai censurar’”, fazendo alusão a um erro comum na linguagem coloquial — o uso incorreto de “agente” em vez de “a gente”.

Contexto da decisão

O despacho de Moraes, alvo da polêmica, foi publicado em meio a medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, restrições de comunicação e censura nas redes sociais, como parte das investigações sobre suposta tentativa de golpe de Estado.

Apesar da crítica sobre o erro de português, a defesa de Bolsonaro ainda não se manifestou oficialmente sobre o conteúdo completo da decisão judicial.

Repercussão

Nas redes sociais, os comentários dividem opiniões. Enquanto apoiadores dos parlamentares reforçam as críticas ao ministro, outros internautas apontam que o foco na gramática é uma tentativa de desviar a atenção do conteúdo das acusações enfrentadas pelo ex-presidente.

A assessoria do STF ainda não se pronunciou sobre o episódio.

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