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Operação Maximus desarticula quadrilha armada que se passava por policiais civis em Porto Velho (RO)

PORTO VELHO (RO) – Em 28 de julho de 2025, por volta das 12h20, a Polícia Militar de Rondônia desmantelou uma quadrilha armada que fingia ser policiais civis durante um assalto violento na zona rural da capital. A ação, coordenada na linha rural do Ramal Jatuarana (km 15), fez parte da Operação Maximus, conforme divulgou a PMRO nesta segunda-feira (29).

Quatro integrantes do grupo renderam a vítima e roubaram uma caminhonete Ford Ranger, além de eletrodomésticos, coletes salva-vidas, alimentos, equipamentos eletrônicos e aproximadamente R$ 2.000 em dinheiro. Os criminosos utilizavam uniformes falsos semelhantes aos da Polícia Civil para intimidar e enganar a população local.


Desdobramentos da operação e prisões

Após receber denúncia via CIOP, a equipe do CHOQUE, com apoio do BPTAR e do 5º BPM, intensificou o patrulhamento até identificar um endereço no bairro Aeroclube como possível esconderijo dos criminosos. Dois suspeitos foram avistados tentando fugir e resistiram à abordagem, sendo contidos conforme previsto pela legislação.

Durante revista pessoal, foram apreendidas armas de grosso calibre (pistolas 9 mm e revólveres .22 e .38), munições variadas, celulares, dinheiro e documentos, além de um mandado de recaptura ativo. Os detidos confessaram espontaneamente o envolvimento no crime e indicaram onde os bens estavam escondidos.

No local indicado no bairro Aeroclube, os agentes localizaram os itens roubados, mais de 250 talões de cheques do Banco Sicoob, rádios comunicadores, peças de uniformes com identificação da Polícia Civil e eletrônicos, que foram reconhecidos pela vítima. A caminhonete roubada foi recuperada horas depois em um lava-jato no bairro Liberdade, onde dois homens, que admitiram ter sido pagos para transportá-la, foram presos. Ao todo, sete pessoas foram detidas na ação.

Participaram da operação equipes do CHOQUE COMANDO, CHOQUE 02, BPTAR COMANDO, BPTAR 01 e 02, além dos setores 15 (5º BPM) e 1º Alva (1º BPM). A ação reforça o compromisso da PMRO no combate à criminalidade organizada e preservação da ordem pública.


Contexto e ocorrências semelhantes

Casos de quadrilhas que se passam por policiais para cometer crimes não são inéditos no Brasil. Em Volta Redonda (RJ), por exemplo, uma quadrilha liderada por um policial civil foi presa em abril de 2025 após extorsões que envolviam uso de fardas falsas, distintivos simulados e um simulacro de arma de fogo.

Essa modalidade criminosa costuma explorar a aparência de autoridade para intimidar vítimas e exigir dinheiro ou bens sob coação, simulando ordens judiciais ou operacionais fictícias.


Análise da ação e impacto social

  • A Operação Maximus destaca a importância da inteligência policial e patrulhamento rápido diante de denúncias via CIOP.

  • A prisão dos envolvidos, a recuperação dos bens e apreensão de uniformes e documentos falsos evidenciam uma quadrilha organizada e audaciosa.

  • A ação reafirma o compromisso das forças de segurança estaduais em combater fraudes que usam a aparência institucional para promover violência.

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