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quinta-feira, abril 30, 2026
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Operação Prisma: PF cumpre mandado em Jaru contra suspeito de armazenar e compartilhar pornografia infantil

Jaru, RO – A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (11) a Operação Prisma, com o objetivo de reprimir crimes relacionados à pornografia infantil na internet. A ação ocorreu no município de Jaru, no interior de Rondônia, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência de um suspeito investigado por aquisição, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil.

De acordo com a assessoria da Polícia Federal, as investigações apontaram que o indivíduo vinha utilizando meios digitais para acessar e compartilhar conteúdo ilegal envolvendo crianças e adolescentes. Durante a operação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares, que passarão por perícia técnica para identificação de arquivos, contatos e redes de distribuição do conteúdo.

A operação é parte de um esforço nacional da PF para combater crimes cibernéticos ligados à exploração sexual de menores, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e que pode resultar em penas de até seis anos de prisão por armazenamento, e oito anos ou mais por compartilhamento de material ilícito.

Combate nacional ao abuso infantil na internet

A Operação Prisma se insere no contexto das ações permanentes realizadas pela Polícia Federal com apoio de ferramentas avançadas de monitoramento digital, rastreamento de IPs e cooperação internacional, especialmente com plataformas e órgãos que atuam no combate à pedofilia online, como o NCME (National Center for Missing & Exploited Children), nos Estados Unidos.

Nos últimos anos, o Brasil tem visto um aumento expressivo nas denúncias de crimes de pornografia infantil. Somente em 2023, mais de 36 mil denúncias foram registradas pela SaferNet, organização que atua no recebimento e encaminhamento de casos às autoridades competentes. Rondônia, apesar de sua população menor em relação a outros estados, tem aparecido com frequência nas estatísticas, o que evidencia a disseminação silenciosa desse tipo de crime também em áreas do interior.

Prisão e desdobramentos

Até o momento, o nome do suspeito de Jaru não foi divulgado, em razão do sigilo das investigações. Os agentes seguem analisando os dispositivos apreendidos e não descartam a possibilidade de novas prisões ou identificação de outros envolvidos, inclusive fora do estado.

A Polícia Federal reforça que a população pode colaborar com as investigações por meio de denúncias anônimas, que podem ser feitas pelo telefone (69) 3216-6200 ou pela central de atendimento do Disque 100, que trata especificamente de violações contra os direitos de crianças e adolescentes.

A operação reforça o alerta para pais e responsáveis sobre os perigos do ambiente digital e a importância da vigilância sobre o conteúdo acessado por menores, assim como a adoção de ferramentas de controle parental em dispositivos com acesso à internet.

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