CAMPO NOVO DE RONDÔNIA (RO) – Um trágico acidente ocorrido na tarde de quarta-feira, 30 de julho de 2025, na rodovia RO‑408, deixou como vítima fatal o servidor municipal Marcos Vinícius Oliveira da Silva, motorista da Prefeitura de Campo Novo. Ele conduzia um caminhão graneleiro da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, que transportava hortaliças e hortifrutigranjeiros quando colidiu frontalmente com uma carreta que invadiu a pista contrária no trecho conhecido como Curva da Castanheira, entre as Linhas C2 e C6, sentido Buritis.
Segundo testemunhas, o caminhão da prefeitura seguia normalmente quando a carreta, por circunstâncias ainda a serem apuradas, cruzou para a contramão, provocando a colisão. O impacto destruiu a cabine do veículo. Marcos Vinícius foi socorrido pelo SAMU em estado gravíssimo e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu pouco depois.
Familiares e colegas manifestaram solidariedade nas redes sociais. O pai da vítima, professor Edson, comunicou o falecimento aos amigos e à comunidade local. A Prefeitura de Campo Novo emitiu nota oficial expressando profundo pesar. Descreveu o servidor como dedicado, respeitado e compromissado com o serviço público. O sepultamento, com velório na Igreja Batista da cidade, terá data e horário definidos pela família.
Autoridades ainda investigam as causas que levaram o veículo da carreta a invadir a pista contrária. A pista ficou parcialmente interditada durante os procedimentos de resgate e perícia técnica.
Situação da RO‑408 agrava riscos de tráfego
A RO‑408, antiga BR‑421, possui histórico de condições precárias que comprometem a segurança dos motoristas. Em fevereiro e setembro de 2024, deputados estaduais e o prefeito de Campo Novo haviam solicitado ao DER de Rondônia reparos urgentes na via, apontando atoleiros, bueiros danificados e pontes com estrutura comprometida, especialmente no trecho entre Campo Novo e Vila União. Em outubro daquele ano, o DER implementou melhorias como encascalhamento e drenagem em pontos críticos, mas ao longo de 2025 a rodovia voltou a apresentar trechos perigosos.
Moradores têm afirmado que as obras não avançaram conforme necessário, e muitos trechos continuam sem manutenção adequada, o que pode ter contribuído para a gravidade do acidente.
Implicações e próximos passos
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As condições da rodovia levanta questionamentos sobre a responsabilidade do DER estadual em garantir a manutenção adequada, especialmente em curvas perigosas como a Curva da Castanheira;
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O trágico episódio reforça a necessidade de estruturar planos de conservação preventiva e sinalização eficaz;
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Familiares, colegas e autoridades aguardam esclarecimentos das investigações para determinar possíveis falhas humanas ou estruturais que culminaram na colisão.

