JI‑PARANÁ (RO) – A Polícia Federal lançou nesta terça‑feira (29 de julho de 2025) a Operação Acesso Negado, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa dedicada a fraudar contas digitais vinculadas à plataforma GOV.BR. Foram cumpridos três mandados judiciais expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da subseção judiciária de Ji‑Paraná, em Rondônia.
A investigação teve início em março de 2024, após tentativa de invasão à conta de um delegado da PF. O trabalho investigativo identificou indícios de envolvimento dos suspeitos em fraudes envolvendo mais de 800 contas da plataforma.
Os investigados devem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático qualificada e associação criminosa, permanecendo à disposição da Justiça.
Contexto mais amplo de fraude em contas GOV.BR
Em maio de 2025, a PF deflagrou a Operação Face Off, voltada a investigar associação criminosa que fraudava contas GOV.BR usando técnicas avançadas de alteração facial, burlando o sistema de autenticação biométrica do portal.
Na ocasião, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão em diversos estados — São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Tocantins.
As investigações revelaram que os criminosos simulavam os traços faciais de terceiros para assumir o controle total dos perfis e acessar serviços públicos e dados sensíveis.O grupo chegou a tentar invadir até 3.000 contas, segundo reportagem da Folha baseada em dados da PF.
Análise e implicações
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Tanto a Operação Face Off quanto a Acesso Negado apontam uma escalada nas tentativas de acesso não autorizado a contas GOV.BR, com métodos distintos — alteração biométrica versus invasão direta de credenciais.
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A Acesso Negado reforça a vulnerabilidade de autoridades e demais usuários com contas sensíveis, enquanto a Face Off expõe a sofisticação técnica de grupos criminosos em burlar mecanismos biométricos.
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A continuidade das operações revela que os ataques a contas GOV.BR são parte de um problema recorrente, exigindo medidas de segurança contínua por parte do governo e dos usuários.

